quarta-feira, 13 de maio de 2026

× semper ×

 Me sinto patética 


Presa em pele sintética 


Me sinto em uma guerra que nunca termina 


Uma guerra onde os primeiros a cair são aqueles com um coração 


Ainda assim, cá estou


Ainda assim, uso minhas palavras como munição 


Nunca foi existência


Mas sim pura sobrevivência 


Em meio ao sangue, ossos e a neblina 


Sinto a morte segurar minha mão 


Apenas para dizer que não sofri o bastante


A certeza em sua voz era cristalina 


Portanto, eu sigo


Um soldado fantasma


Uma sombra do passado


A última visão dos desamparados 


Uma alma catatonica


Transformando poemas em bomba atômica

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