Me sinto patética
Presa em pele sintética
Me sinto em uma guerra que nunca termina
Uma guerra onde os primeiros a cair são aqueles com um coração
Ainda assim, cá estou
Ainda assim, uso minhas palavras como munição
Nunca foi existência
Mas sim pura sobrevivência
Em meio ao sangue, ossos e a neblina
Sinto a morte segurar minha mão
Apenas para dizer que não sofri o bastante
A certeza em sua voz era cristalina
Portanto, eu sigo
Um soldado fantasma
Uma sombra do passado
A última visão dos desamparados
Uma alma catatonica
Transformando poemas em bomba atômica
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