Mesmo na fila para o abate
Eles atiram pedras
Defendem seus abutres engravatados
E seus porcos fardados
Que cospem, regurgitam em suas mentes vazias
A cura para a tristeza: bolsos cheios
Só não disse os de quem
Àqueles que se saciam nos fartos seios
Que desfrutam de cinco refeições diárias
Mas e nós?
Pessoas como nós, elas vão e vem
Nossa importância é somente quando lhes convém
E ainda assim, os adoramos
Cultuamos
Enquanto eles rezam por mais
Mais poder, mais dinheiro
Mais alcance para seu império
E mais de nós no cemitério
Nenhum comentário:
Postar um comentário