Antítese ambulante
Quero ser tudo
Quero ser nada
Vazio em uma sala cheia de familiares
Completo em minha solidão inquietante
Um grito angustiante preso na garganta
Cada palavra afiada, venenosa
Me corta
Me queima por dentro
Todos os segredos guardados
Apodreceram em meu ser
Meu eu de verdade
Aquele que nunca consegui lhe mostrar
Se foi há muito tempo atrás
Preso em algum lugar
Escondido
Com medo
Confortável no vazio que eu chamo de alma
Nenhum comentário:
Postar um comentário