Efêmero sonho do amanhã
Violado pelo certeiro desespero
É a lâmina cirúrgica que corta as pálpebras
Não me deixa dormir, acerta minha nuca
Rasga a carne e me esvazia da vontade
Nadando inquieto no mar da saudade
Vítima da improbabilidade
Os meios já não importam
Minhas paredes não mais se suportam
Vão ser consumidas pela tempestade
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