terça-feira, 28 de abril de 2026

× ultra ×

 Efêmero sonho do amanhã 


Violado pelo certeiro desespero 


É a lâmina cirúrgica que corta as pálpebras 


Não me deixa dormir, acerta minha nuca


Rasga a carne e me esvazia da vontade 


Nadando inquieto no mar da saudade


Vítima da improbabilidade 


Os meios já não importam 


Minhas paredes não mais se suportam 


Vão ser consumidas pela tempestade

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