sábado, 27 de dezembro de 2025

× Antítese ×

 Antítese ambulante


Quero ser tudo


Quero ser nada


Vazio em uma sala cheia de familiares 


Completo em minha solidão inquietante 


Um grito angustiante preso na garganta 


Cada palavra afiada, venenosa


Me corta


Me queima por dentro 


Todos os segredos guardados


Apodreceram em meu ser


Meu eu de verdade 


Aquele que nunca consegui lhe mostrar


Se foi há muito tempo atrás


Preso em algum lugar


Escondido


Com medo 


Confortável no vazio que eu chamo de alma

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